Sex, 21 Nov, 11h37
NOVA YORK (Reuters) - O Goldman Sachs não está interessado em comprar o combalido Citigroup, mesmo com uma substancial ajuda financeira do governo dos EUA, disse uma pessoa familiar à estratégia do Goldman na sexta-feira.
As ações do Citigroup caíram pelo quinto dia consecutivo, fechando a sexta-feira no menor valor em 14 anos, dando ao antes poderoso banco um valor de mercado de 21 bilhões de dólares. As fortes quedsa alimentaram rumores na sexta-feira de que o banco teria que encontrar rapidamente um comprador ou vender parte de seus negócios para se não naufragar.
A mesa de direção do Citi se reuniu na sexta-feira para avaliar essas e outras opções, apesar de o banco ter descartado a venda da unidade de corretagem Smith Barney.
O Goldman, cujas ações subiram 2,5 por cento na sexta-feira e que agora tem aproximadamente o mesmo valor de mercado do Citi -- continua resistente a tal negócio porque isso seria incoerente com a cultura da instituição e poderia torná-la vulnerável a grandes perdas em alguns dos ativos do Citi, disse a fonte.
Essa relutância não mudou desde que o chefe-executivo do Goldman, Lloyd Blankfein, foi encorajado por membros do governo a telefonar para o CEO do Citi, Vikram Pandit. A ligação, que ocorreu em setembro, durou menos de um minuto e nenhum lado estava interessado, afirmaram pessoas familiarizadas ao tema.
Mesmo com a possibilidade de ajuda financeira do governo dos EUA, o Goldman ainda reluta, disse a fonte. O Goldman negou-se a comentar, citando sua política de não comentar especulações do mercado.
O Tesouro dos EUA e o Federal Reserve podem ainda pressionar algum grande banco -- há poucos restantes -- a promover um resgate privado.
Esse poder de persuasão ficou evidente em março, quando o JPMorgan Chase foi instado a comprar o Bear Stearns, com o Fed concordando em absorver as perdas de uma carteira de hipotecas.
(Reportagem de Joseph A. Giannone)
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